domingo, 4 de maio de 2008

SERGIO XENOFONTE SOARES


Eu sou o que no mundo anda perdido, Eu sou o que na vida não tem norte, Sou o irmão do Sonho, e desta sorte Sou o crucificado… o dolorido… Sombra de névoa ténue e esvaecida, E que o destino amargo, triste e forte, Impele brutalmente para a morte! Alma de luto sempre incompreendida!… Sou aquele que passa e ninguém vê… Sou o que chamam triste sem o ser… Sou o que chora sem saber porquê… Sou talvez a visão que Alguém sonhou, Alguém que veio ao mundo pra me ver e que nunca na vida me encontrou!

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